segunda-feira, 14 de julho de 2008

Você tem "pavio curto"?


Sempre ouvi de minha família e de amigos mais próximos que tenho o gênio forte, que sou “estressadinha”, e que tenho o “pavio curto”.
Mas até que ponto essas explosões são apenas devidas a fatos isolados?
Fiquei preocupada quando li uma matéria em que alguns médicos dizem que nervosismo em excesso pode ser uma doença. Mas, por outro lado, eles afirmam que esse distúrbio tem remédio. Tanto que o Hospital das Clínicas, considerado o maior hospital do país, criou um ambulatório especial para quem sofre de nervos à flor da pele.
O ponto é que, às vezes, precisamos parar, respirar fundo e contar até dez. É o trânsito que não anda, a conta que atrasa, o trabalho que estressa. Poucos não se irritam no dia-a-dia das cidades, mas há limites. Nervosismo em excesso pode sim, ser uma doença.
As agressões externas intensificam a doença, mas não são sua única causa. Entre os motivos, está o baixo nível de serotonina, um neurotransmissor que permite a comunicação entre as células do cérebro.
O tratamento do transtorno inclui muita conversa e, se necessário, medicamentos. “Aprendendo a reconhecer esses impulsos e a lidar com eles, claro que ela pode chegar à cura. Por que não?”, afirma a psicóloga Maria Cristina Lahr.
Os pesquisadores acreditam também que as explosões de raiva também podem ter causas hereditárias. Depois de se descontrolar, a pessoa se sente arrependida, mas pode perder a calma de novo no momento seguinte.
Se você também acha que está à beira de um ataque de nervos é bom ficar atento, porque há um limite muito tênue entre sentir raiva e ter uma doença grave: o transtorno explosivo intermitente, conhecido popularmente como “pavio curto”.
Bjôoooo e fiquem em paz!

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