sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Madonna 50 anos


Disseram que Madonna não faria mais sucesso, que seu casamento fracassou e até que sua saúde estava abalada. E agora estão na fila para comprar ingressos da nova turnê...
Ela sempre foi assim, podemos dizer, polêmica... E é um retrato ainda fiel da Mulher 3.0 Plus...
Com um cabelo repicado e repleto de reflexos, um imenso laço de tule na cabeça e um pavoroso par de luvas sem dedos, Madonna surgiu em 1982 com seu hit Everybody. Dois anos depois, um editor da revista Billboard, a bíblia americana da música, sentenciava em uma entrevista à Time: “Cyndi Lauper sobreviverá por um longo tempo, enquanto Madonna deverá estar fora do negócio nos próximos seis meses”. Poucos prognósticos poderiam ser tão equivocados. A nova-iorquina Cyndi Lauper esteve no encalço de Madonna até 1986, quando lançou True Colors. Depois, como rege o ciclo do pop, pulverizou-se. Madonna desafiou a volatilidade desse gênero ávido por novidades. Cada vez que os críticos – e não foram poucos – anunciavam que ela estava vencida, Madonna criava um novo jogo. No dia 16, novamente foi estrela de um espetáculo improvável: fez 50 anos preparando-se para mais uma turnê. Em 7 de setembro, Madonna completa 25 anos no papel de maior diva pop do planeta.
O que a fez tão poderosa? Para o especialista em música pop José Emílio Rondeau, a resposta é simples: o videoclipe. “Madonna surgiu junto com o nascimento do videoclipe e, mais precisamente, com a MTV americana, o que é um marco para a história da música contemporânea”. Em 1994, o escritor Norman Mailer, um dos criadores do novo jornalismo americano, escreveu para a revista Esquire: “Madonna transcende o que faz como compositora ou cantora. Ela é a primeira artista do videoclipe, o que provavelmente será a única e mais popular forma de arte nos Estados Unidos”. Com esse instrumento, diz, ela soube transformar-se em uma marca, como uma empresa duradoura que se reinventa a cada nova campanha de marketing.
É provável que cada polêmica na carreira da diva pop tenha sido friamente calculada. “O beijo no santo negro, enquanto a cruz queimava, em Like a Prayer, a cena da masturbação, em Like a Virgin, da turnê Blond Ambition, e até o beijo na boca de Britney Spears, no Video Music Awards de 2003, nada ali foi por acaso”, diz Rondeau. Para ele, Madonna hoje é uma marca tão forte como a Coca-Cola. No mundo da música, ela só pode ser comparada a Mick Jagger, que em 2010 deverá estar no Brasil com nova turnê dos sexagenários Rolling Stones.

Bom final de semana a todos!

Bjôooooo

Fonte: Época

Um comentário:

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

Não sou fã de Madona, mas ninguém pode negar o tamanho de seu poder de se reinventar! Temos que aprender com ela!

bjocas