quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Aniversário do 11/09 é marcado por amor e mentiras


Uma das mais ousadas e cruéis ações terroristas de toda a História aconteceu em 11 de setembro de 2001. Nesse dia, o mundo inteiro parou perplexo para acompanhar o ataque que pôs abaixo um dos símbolos do poderio econômico norte americano: as torres gêmeas do World Trade Center (WTC). Pelo local costumavam transitar cerca de 200 mil pessoas. O WTC tinha, no subterrâneo, um dos grandes entroncamentos de trens urbanos da cidade de Nova York. Momentos mais tarde, em Washington, o Pentágono, Sede do Ministério da Defesa e do Comando das Forças Armadas dos Estados Unidos, também era atacado.
Hoje, após 7 anos, os candidatos à Presidência dos EUA, Barack Obama e John McCain decidiram suspender suas campanhas, devido ao aniversário dos ataques de 11 de setembro. E ninguém pedirá que mudem de idéia quanto a isso...
Eu sei que o tema deve estar esgotado para algumas pessoas, e para outras, até o esquecimento tomou lugar do espanto e indignação da época, mas mesmo assim surgem dois novos livros no mercado - o primeiro uma história de mentiras mortíferas, e o segundo uma crônica de amor impossível em Nova York – que trazem novas revelações sobre o 11 de setembro, da espécie que nenhum político seria capaz de oferecer.

Primeiro, as mentiras. Em The Way of the World, Ron Suskind traça um mapa narrativo que conecta a história do falso memorando de Allawi à Casa Branca - uma trilha, melhor ressalvar, negada por dois funcionários da CIA que Suskind diz terem servido como intermediários e apontados no livro como fontes de informação.
Explicando: em dezembro de 2003, um artigo no jornal britânico Daily Telegraph reportava a existência de um memorando manuscrito, datado de julho de 2001 e escrito pelo chefe dos serviços de inteligência iraquiano. O documento supostamente mencionava as operações de treinamento de Mohammed Atta, o homem que é visto como líder do grupo que tomou o primeiro avião a colidir contra o World Trade Center.
Esse documento faria do Iraque participante direto nos ataques contra os Estados Unidos, uma impressão que muitos norte-americanos já haviam formado desde que o governo de George W. Bush começou a apresentar seus argumentos em defesa de uma invasão ao país.
O primeiro relato sobre o memorando, ainda que não o texto em si, surgiu nove meses depois que os norte-americanos invadiram o Iraque, quando a caçada pelas supostas armas de destruição em massa iraquianas havia dado resultado negativo.
O documento, supostamente redigido pelo tenente-general Tahir Jalil Habbush, o chefe dos serviços de inteligência iraquianos no final do reinado de Saddam Hussein, foi rapidamente desacreditado como falsificação.
Portanto, a questão passava a ser quem havia criado um documento - ou a fábula de sua existência - que aproveitava as mortes de três mil pessoas inocentes em Nova York, Washington e na Pensilvânia como um simples adereço cênico? O Daily Telegraph afirmou que havia sido informado sobre a existência do memorando por Ayad Allawi, que detinha o poder no governo de transição iraquiano sob os auspícios da Agência Central de Inteligência (CIA) norte-americana.
Os funcionários da CIA disseram que na verdade a agência havia resistido a pressões vindas da Casa Branca, especialmente do gabinete do vice-presidente Dick Cheney, para provar a existência de um elo entre o Iraque e a Al Qaeda, e insistiram em que eles não teriam criado um documento que prejudicasse a organização para a qual trabalham. Afirmam, além disso, que ninguém ordenou que o fizessem.
Alguém inventou o documento, ou talvez simplesmente plantou uma história sobre sua suposta existência, em uma tentativa de responsabilizar o Iraque pelos ataques de 11 de setembro, e de alguma maneira justificar as mortes de dezenas de milhares de iraquianos e de quatro mil militares dos Estados Unidos. O deputado John Conyers, que preside o Comitê Judiciário da Câmara, anunciou uma investigação sobre o caso um mês atrás, mas o assunto não avançou muito.

Segundo, os amores impossíveis, relatados em The Book of Mychal, de Michael Daly, colunista do jornal Daily News, rendendo uma homenagem ao reverendo Mychal Judge, um frade franciscano que era capelão do corpo de bombeiros, mas livrando-o da hagiografia (um tipo de biografia, dentro do hagiológio, que consiste na descrição da vida de algum santo, beato e servos de Deus) que se tornou norma para os envolvidos no 11 de setembro.
O livro começa com a morte de Judge no dia dos ataques e recua para revelar uma vida de épica riqueza. O frei nasceu Robert Emmett Judge, no Brooklyn, filho de imigrantes irlandeses; sua mãe não suportava religiosos católicos e tinha a esperança de que o filho não se dedicasse à vocação descoberta na adolescência. Mas ele optou pelo sacerdócio, e se vinculou à igreja de são Francisco de Assis, na rua 31 - um lugar muito popular entre os católicos que vivem fora da ilha mas trabalham em Manhattan e desejam descarregar suas consciências, o que valeu à igreja o apelido de "Tribunal Criminal da Igreja Católica", de acordo com Daly.
Um refeitório assistencial na igreja alimenta os pobres há muitas gerações. Para Judge, como para muitos outros soldados rasos, as ações do alto comando pareciam apenas tenuemente conectadas à sua vida real. “O Papa é um ótimo espetáculo para os surdos”, teria dito Judge, de acordo com Daly, que também registra as habilidosas manobras do frei para conseguir levar um policial paralítico aos bastidores de uma visita do Papa.
Além de seu amor pelos seres humanos em geral, havia também o seu amor por um ser humano específico. Nos anos finais de sua vida, Judge manteve um relacionamento romântico com um enfermeiro filipino 30 anos mais novo do que ele, um homem chamado Al Alvarado.
Extraindo material dos diários e agendas de Judge, o livro registra os sentimentos dele sobre Alvarado, os jantares dos dois, suas viagens a uma pousada em Vermont. Apesar disso, ocasionalmente eles passavam meses sem se ver, simplesmente porque o reverendo estava sempre disponível para chamadas de emergência dos bombeiros.
Certa vez, Alvarado decidiu que não suportaria mais essa situação, e aceitou um emprego no Kuwait. Pouco depois da despedida dos dois, Alvarado ligou para Judge. Ele contou que havia decidido rejeitar o emprego, porque partir lhe parecia ainda mais doloroso do que ficar.
No dia do funeral de Judge, Alvarado não pôde entrar na igreja porque nenhuma das pessoas que estavam encarregadas da admissão de convidados, na porta, sabia quem era ele. (Posteriormente, o único frade que estava informado do relacionamento entre os dois homens conseguiu arranjar uma carona com os franciscanos para que Alvarado pudesse ir ao cemitério.)
"Ninguém, absolutamente ninguém, pode levar duas vidas mais completamente separadas do que as que levo", escreveu Judge, e, no relato eloqüente de Daly, a força da vida mais conhecida do religioso só serve para amplificar a força da outra.

Política, amor, ódio, corrupção, idolatrias e tantos outros sentimentos e fatos misturados à parte, o que importa é apenas fazer uma reflexão do que realmente significou e ainda significa o dia 11/09, não só para os americanos, mas para a população mundial... Tudo isso era necessário?

Fonte: Terra – Notícias - Mundo

Um comentário:

Daniela Cecílio disse...

Ups, 5 dias sem escrever, inadmissivel...nem sei cmo escreve essa palavra mais...rs...

Escreve, escreve, escreve...senao nao tenho mais programacao no meu cafe da manha, ou cha da noite...escreve...

Bjs