terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ensaio sobre a cegueira


José Saramago ousou ao lançar o livro “Ensaio sobre a Cegueira” em 1995, que contava o que se passou quando os moradores de uma cidade foram tomados por uma súbita epidemia e acordaram vítimas de uma cegueira branca (todos enxergavam apenas clarões). Apenas uma pessoa se salva, vivendo um martírio diante do cenário de desordem que se forma.
Treze anos depois quem ousa ainda mais é o diretor Fernando Meirelles, ao filmar tal obra, tão complexa. Mas o risco fez com que seu filme fosse o primeiro dos brasileiros a ser exibido como abertura da 61ª Edição do Festival de Cannes. Como diz o velho ditado: “Quem não se arrisca, não petisca”!
Deixando de lado Saramago e Meirelles, coloco aqui uma reflexão sobre o filme.
A história é angustiante, e a cegueira é representada com cenas totalmente brancas, espaços que nos soltam a imaginação... Um dos pontos altos é o momento em que parte dos cegos confinados num local abandonado passa a exigir sexo em troca de comida. Mas fique tranqüilo! Não vou contar o filme aqui...
Quero apenas colocar alguns pontos reflexivos...
A compaixão de uma pessoa não tomada pela cegueira, mas vivendo como tal.
O perdão de uma mulher diante de uma traição.
A crueldade dos que têm mais poder.
E a essência de cada um diante de situações limite e do dilema moral, do tipo: até onde somos capazes de ir?
Se você já leu o livro, ou já assistiu ao filme, deixe aqui o seu comentário.
Se ainda não teve esta oportunidade, corra! E depois deixe o seu comentário...

Bjôoooo

2 comentários:

Lais disse...

oi Carla. aqui é a Lais-Papo Calcinha. :)
temos opiniões semelhantes mesmo... parabéns pelo post. pelo blog. certeza nos "veremos" outras vezes.
beijo!

Sonia Regly disse...

Adorei o Post, muito bem escrito e explicado.Parabéns!!!!LEGAL!!!!Adoro suas visitinhas, elas me alegram.Beijão